Ao abrir a janela do quarto, ela de deparou com o céu cinza,
Mas tinha a impressão que desde a partida dele, todas as manhãs lhe pareciam assim.
Ao analisar a alma com cautela,
compreendeu que o céu cinza era na verdade uma extensão dela.
Ela se sentia sem cor.
A vida parecia ter perdido o brilho,
embora ainda pudesse de algum modo sentir as fagulhas...
Aquelas faíscas que a vida dá quando tudo vai bem.
Parecia estar vivendo dentro de um sonho,
que a qualquer minuto ela acordaria e ele estaria ali;
Com aquele sorriso bobo,
com aquele olhar triste que ele tinha e destoava tanto do seu jeito de ser
... ela teria o abraço.
Ah! Aquele abraço... que só ele sabia dar,
O abraço que parecia caber o mundo dentro dele, o lugar onde se podia encontrar a paz.
Ela sentia algo gritar dentro dela, embora por vezes se forçasse a sorrir;
Sabia que onde quer que estivesse, ele ia querer assim...
Sorrisos, canções e abraços;
Tudo tão “ele”... tudo tão simples;
Como se tudo na vida fosse feito para terminar bem.
Talvez ele estivesse certo... E tudo terminasse bem;
Mas agora terminaria com menos brilho, menos cor e menos sorrisos.
As canções que antes pareciam felizes, seriam agora fragmentos dele,
pedaços de lembranças que ele deixou.
O quarto de onde se ouvia as risadas e as canções ... agora sem som e vazio,
Como ela parecia estar;
Mas ela tinha fé na vida e o coração cheio de amor e saudade... ela sentia muito a ausência dele.
Sim, talvez terminasse bem ... com um lindo reencontro no final.
Mas até lá, o céu seria muitas vezes cinza.
E mil canções a fariam chorar.
(Van Oliveira)
*
2 meses sem você =´(
"Quero você inteiro e a minha metade de volta."

















